Para dar o start no blog, trarei um pouco sobre o há de mais atual. Nada melhor do que os assuntos tratados nos principais congresso e simpósios de geografia pelo Brasil.
Em novembro de 2009, acontecerá o III Simpósio Internacional sobre as geografias da violência e do medo, na UFPE. http://www.anpege.org.br/?op=300&id_srv=5&id_tpc=0&nid_tpc=&id_grp=1&add=&lk=1&nti=214&l_nti=S&itg=S&st=&dst=3
Mas em que consiste geografia da violência ou do medo? É o que tentarei iniciar aqui. Espero receber também contribuições de todos sobre o assunto.
O processo de metropolização presente nas grandes cidades tem seus reflexos diretamente no comportamento da sociedade. O sentimento de insegurança, o aumento nos índices de criminalidades, as manifestações violentas, corroboram para que nosso assunto ganhe força.
A geografia é um ponto crucial nesse debate porque o espaço é onde há a manifestação dessas ações da sociedade. A própria segregação espacial, o preconceito espacial são pontos que revelam essa geografia do medo.
Dizer que um espaço é de risco, é imediatamente antagonizar outro como de segurança. Deve-se atentar para o fato de que o espaço de risco que é inseguro, ou é perigoso, e sim todo um enraizamento comportamental das populações dessas áreas. Assumir a favela como um espaço de risco e excluir que ali possa existir segurança e tranqüilidade. A despeito disso, pode-se ter favela sem criminalidade, como pode-se ver assassinatos na família de pessoas com grande poder aquisitivo em locais de alta segurança.
Dessa forma, vê-se que não há um associativismo entre espaço de criminalidade e de medo. Há sim uma sensação de medo e insegurança, intrínseca ao modo de vida da população dos grandes centros e metrópoles.
Espero ter contribuído para o debate, tragam suas idéias e fiquemos atentos aos mais novos assuntos sobre geografia.
Abraços!

Grande Betão, seu blog já tah nos meus favoritos!
ResponderExcluirSó que tenho aula amanha de manha por isso vou ler depois kkkk grande abraço!
Amigo.. adorei o blog..
ResponderExcluirquero muito poder contribuir na construção do nosso próprio pensar geográfico ...
Acho que foi um ponta pé para que os nossos debates, opiniões, que muitas vezes são despertadas no Adriano ou na Canta, ganhem proporções maiores... mas que perdem suas importância ou atenção por não serem colocadas no papel.
Animo muito de ver debates calorosos acerca das questões ambientais, desigualdades sociais, distribuição fundiária, como também o desenvolvimento do ensino de Geografia - e neste eixo, espero muito contribuir...
grande beijo meu amigo querido
sucesso para nós.. " Famosos estudantes de Geografia, do famoso curso de Geografia, da famosa Universidade Federal Fluminense" - Ruy Moreira
O problema da violência urbana está intrinsecamente ligado com a globalização. A tecnologia chega em determinado lugar e desterritorializa a população carente, que sem formas de adquirir as peripécias mais modernas, os tops de linha, de forma lícita, pois os seus preços são exorbitantes no inicio das vendas, parte para a forma ilícita: assaltos, contrabandos, seqüestros, crimes em geral. Não estou aqui tirando a culpa do sujeito, estou apenas enfatizando que a sociedade de consumo premia aquele que “tem”. O mérito pessoal, vencedores e perdedores, é medido pelas posses do indivíduo e não por sua individualidade.
ResponderExcluirDessa forma a globalização se apresente com um caráter dúbio, aproxima os muito distantes, podemos nos comunicar facilmente com pessoas do Japão, EUA, França, basta mandar um email, porém distância os muito próximos, temos medo de sair na rua devido à violência (dês)conhecendo nosso vizinho ao lado. A mesma tecnologia aproxima-distância.
Isso é obvio se manifesta no espaço, pois a desterritorialização cria uma desigualdade social, uma desigualdade social é uma desigualdade espacial, desde tempos pretéritos (Casa Grande e Senzala), Podendo ser observado, através de um estudo nem sempre simples, devido a máscaras com que se mostram os problemas sociais no espaço.
As marcas no espaço dessa diferenciação de áreas, que perpassa a atuação dos agentes do governo nessas áreas, como a polícia que não tem a mesma ação no Complexo do Alemão como tem em Botafogo, faz com que esses espaços pouco luminosos, despoliciados, quando seus problemas inferem na ordem a quem são dispostos, ou seja, quando atrapalham a “paz”, com um assalto, seqüestro, tráfico de drogas, além do medo corriqueiro do descaso, enfrentam também o medo da polícia, que apesar de fazer diferenciação de sua ação por áreas, não faz diferenciação de pessoas nas favelas.
De 29 de setembro a 2 de outubro ocorre o III Congresso Nacional de Ensino Fundamental, organizado pelo Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. As discurssões serão sobre o tema Realidades, Demandas e Desafios da Escola: Convivência entre Tradições e Inovações. Mais informações em www.cp2.g12.br/III_Coneg
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